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A pergunta não é fácil de se responder, e ela está muito ligada a gestão que é aplicada sobre sua empresa e o tipo de serviço prestado(um profissional usando a rede social durante o horario de trabalho ainda que em um momento ócio pode ser mal interpretado).

Desde 1990 muitos profissionais começaram a olhar as empresas não apenas como um local onde há emprego, mas sim como um local em que vão colaborador, vão fazer parte, serão incluidos, são importante e prezam por qualidade de vida. Bloqueios não são bem vistos por ninguém, e com as redes sociais não são diferentes. Hoje em dia, muita gente não usa MSN porque todos seus contatos estão na redes sociais, imagine que você cortando o acesso, vai impedir que um pai converse com seu filho, ou que profissionais de diferentes áreas de sua empresa se conheçam, etc, etc, etc.

Sim é certo que tem gente que extrapola e passa horas e horas na rede social sem fazer nada, e se esquece até mesmo de suas tarefas. Mas quantas são essas pessoas? Quem são elas? Se elas agem assim com as redes sociais, seguramente também tem resultados ruins foram das redes sociais, e se é assim, porque elas ainda fazem parte do seu quadro de funcionários? Há Softwares que apoiam as empresas quanto ao uso das redes sociais, e pode apontar quem abusa, da mesma maneira que sistemas de Performance Management podem apontar quem tem resultados ruins, imagine cruzar esses dois resultados?

Bom, se você decidir por bloquear as redes sociais dentro de sua empresa, pense numa estratégia que sustente essa estratégia, ou caso contrário pode estar cometendo um grande pecado nas seguintes áreas:


Moral e Transparência, todos prezam para liberdade. Bloquear emite a mensagem de que você são autoritários e não confiam em seus colaboradores. Todos sabem que leis não são nada sem fiscalização, então se a empresa diz “usem com parcimônia”, os fiscais poderiam identificar e advertir os que não o fazem.

Reputação, permitir ou não o acesso é algo que rapidamente se espalha entre os profissionais. Quando dois profissionais de diferentes empresas estão conversando, seguramente um vai comentar com o outros sobre a proibição e a mensagem não será com o contexto geralmente criado, mas sim o autoritário,  o ditatório. Se o perfil de sua empresa for o de ter em seu quadro de colaboradores um público jovem, isso é ainda pior, pois a nova geração de profissionais depende e muito da internet e seus benefícios como as redes sociais.

Comunicação, as redes sociais hoje em dia são mais que um espaço de colaboração, elas são uma ferramenta de comunicação. As pessoas utilizam para falar de trabalho, receber notícias, ou contactar familiares.

Publicidade, seguramente sua empresa deve ter uma fan page nas redes sociais, e ela vai métricas para atingir um número mínimo de fan nessa fan page. Uma maneira fácil de se conseguir um bom resultado é envolver os próprios colaboradores. Se você bloquear as redes sociais, como quer que os colaboradores apoiem tudo o que ali é emitido?

Colaboração, é o principio básico das redes sociais, mas é o tema mais difícil de se medir em redes sociais abertas a todo público. A colaboração que sua empresa vai perder, é que seus funcionários nunca vão falar dela, ou se falar, vão falar mal.

Uma pesquisa realizada pelo site iT Managers Daily identificou o seguinte:



  • 16% das empresa bloqueiam o acesso as redes sociais
  • 14% permitem o uso limitado
  • 24% monitoram o uso
  • 43% permitem acesso total
  • 8% não sabem qual é a posição da empresa frente a esse tema.





Quanto as políticas de uso:

  • Em 23% das empresa existem políticas
  • Em 31% dos casos, existem instruções sobre como usar
  • Em 17% dos casos, existem informaçãoes informais sobre como usar
  • Em 7%, houve treinamento dos colaboradores sobre como usar
  • Em 9%, há monitoramento
  • Em 24%, não existe nenhuma tipo de política de usa
  • Em 8%, os entrevistados não sabem se existe algum tipo de política de uso.



Uma recente publicação feita pelo Gartner, apontou que:
  • O número de empresas que bloqueiam o acesso as redes sociais, está caindo 10% por ano.
  • Até 2014, menos de 30% das empresas vão bloquear o acesso
  • Em 2010 o número de empresas que bloqueavam era de 50%.

No geral percebe-se que quando a empresa decide por bloquear as redes sociais, ela está embasada em uma estratégia corporativa, em que a gestão identificou que o uso das redes sociais tem comprometido o resultado de seus colaboradores, e ao decidir bloquear as redes sociais eles investem no bloqueio, ou seja, certificam-se de que todos os tipo de redes sociais estão bloqueados ao invés de bloquear apenas os sites mais famosos. Bloquear apenas os mais famosos mais parece uma carência da área de TI em gerir o uso do que uma estratégia de gestão da empresa. Outro fator importante sobre o bloqueio, é que a restrição de acesso não é apenas um bloqueio é um processo de conscientização  e isso ajuda aos colaboradores não tentarem dar suas escapadas e iniciarem o uso das redes sociais em seus tablets e smartphones.

Bloquear o acesso a rede social é algo mais difícil do que simplesmente não permitir que o link seja carregado. Isso requer estratégia, planejamento, conscientização e colaboração.
Bloqueios nunca são bem vistos por ninguém, em qualquer área. Se sua decisão foi a de bloquear, procure gerenciar bem a comunicação para não passar uma ideia ruim a seus colaboradores e se possível, tente implementar internamente uma rede social apenas para funcionários.

E você leitor do Blog, deixe um comentário no blog sobre suas experiencias nas redes sociais nas diferentes empresas em que já esteve ou está. Conhece algum modelo de gestão? Algum Software? Dicas? Sugestões?

Deixe seu comentário, compartilhe sua experiência.


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